Android


Grande brecha do Wi-Fi atinge 41% dos aparelhos com Android

LEONARDO PEREIRA 16/10/2017 08H53 ANDROID HACK HACKERS
Os pesquisadores que descobriram uma enorme brecha no protocolo WPA2 começaram a revelar detalhes sobre o problema, e uma parte particularmente preocupante é que 41% dos dispositivos com Android em atividade estão vulneráveis.

Isso porque esses aparelhos usam wpa_supplicant, um cliente Wi-Fi cuja versão 2.4 é uma das mais afetadas pela brecha. "Aqui, o cliente vai instalar uma chave de criptografia all-zero em vez de reinstalar a chave verdadeira", explicam os pesquisadores.

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Todas as versões do Android a partir da 6.0 (o que corresponde aos 41%) estão suscetíveis a ataques devido ao uso do wpa_supplicant, assim como outros dispositivos com Linux.

Mas não são apenas eles, claro. Como o problema está num protocolo que é amplamente usado pela indústria, a brecha está presente em aparelhos de Apple e MediaTek, ou com Android, Linux e Windows, entre outros.

E, embora HTTPS e VPN ofereçam certa proteção, há casos em que até esses dois métodos podem ser comprometidos. "Por exemplo, HTTPS anteriormente foi contornado em um software" que não era navegador, escreveram os pesquisadores, dando exemplos incluindo iOS e OS X, aplicativos para Android, aplicativos de VPN e até aplicativos de banco.

As informações sobre tudo isso ainda estão sendo reveladas, mas os pesquisadores adiantaram que marcas específicas foram alertadas em julho e outro aviso mais amplo saiu no mês seguinte. É provável que vários dispositivos comecem a receber atualizações de segurança dentro das próximas semanas, então é importante manter os olhos abertos para quando essas atualizações chegarem — elas precisam ser instaladas o mais rapidamente possível.


Por que o Google não consegue lidar com grandes falhas de segurança no Android

RENATO SANTINO 16/10/2017 21H10 ANDROID SEGURANÇA
O Wi-Fi como conhecemos não é mais seguro. Essa é uma realidade descoberta nesta segunda-feira, 16, com a revelação da falha KRACK, que atinge o protocolo WPA2 de criptografia e permite a interceptação de tráfego para roubar informações e injetar códigos maliciosos em sites que a vítima visita para infectar seus dispositivos.

Nenhum sistema ou aparelho está totalmente livre da falha. Basta usar o Wi-Fi e o usuário está exposto, o que é um grande perigo. No entanto, isso é uma notícia pior para alguns usuários do que para outros. Mais especificamente, o problema revela novamente a faceta mais desagradável do Android: a fragmentação que transforma a segurança do sistema em um pesadelo.

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Não existem sistemas operacionais invulneráveis. Na verdade, é uma máxima da tecnologia que não há software invulnerável; na melhor das hipóteses a brecha ainda não foi descoberta. Por isso, é importante que um produto ofereça o máximo de segurança possível, mas talvez ainda mais crucial é o modo como o a empresa responsável reage a situações de risco.

Um exemplo positivo é a Microsoft. Ao ser informada da brecha KRACK, a empresa liberou uma correção quase instantânea para o Windows, tranquilizando sua base de usuários e empresas que utilizam seus serviços. A Apple também não liberou a correção para a versão final do iOS, mas já a disponibilizou para a versão beta, que deve se transformar em final dentro de pouco tempo.

No entanto, a questão do Android é mais complicada. O Google começa errado ao prometer a atualização de segurança só para daqui a três semanas, mas a situação fica realmente feia quando lembramos que a maioria esmagadora dos aparelhos Android em uso simplesmente não serão atualizados.

O ecossistema Android é muito complexo, como qualquer um sabe. Existem vários intermediários no processo de liberação de uma atualização, o que cria barreiras muitas vezes intransponíveis. O update precisa passar por fabricantes de componentes como a Qualcomm,


Backup do Android tem 'data de validade' e pode ser apagado sem aviso prévio

DANIEL JUNQUEIRA 14/09/2017 13H25 ANDROID BACKUP SEGURANÇA
O Google tem um recurso de backup do Android, mas ele só funciona enquanto o usuário tiver um smartphone Android. Caso contrário, o backup é apagado dos servidores da empresa.

Um usuário do Reddit reclamou que o Google deletou o backup dos seus dados do Android sem nenhum tipo de aviso. Ele era dono de um Nexus 6P, mas há alguns meses começou a usar um iPhone antigo enquanto buscava um novo smartphone Android para comprar.

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Nesse tempo, o backup do Nexus 6P dele foi apagado. Em contato com o Google, ele ouviu do suporte do Drive que não há como recuperar, e o backup está perdido para sempre.

O backup do Android oferecido pelo Google não apenas guarda informações pessoais como contatos e calendários, mas praticamente tudo o que você faz no smartphone: ele guarda seus apps, configurações de dispositivos e histórico de chamadas também. Ele é feito automaticamente para todos os usuários do Android que deixam a função habilitada, e o backup é mantido na conta do Google Drive do usuário.

Mas o Google não mantém no ar os arquivos de quem não usa Android. O usuário do Reddit encontrou uma página de suporte do Google que explica que há um prazo de validade para o backup: "O backup só permanecerá se você usar seu dispositivo. Se você não usar seu dispositivo por duas semanas, talvez veja uma data de vencimento abaixo do backup."

Portanto, quem troca um Android por um iPhone mas quer manter os dados guardados caso decida voltar para a plataforma do Google no futuro tem um problema, já que dependendo do tempo de demora os dados são apagados do Google Drive. O Android Police diz que a contagem regressiva para o fim do backup começa após duas semanas de inatividade no dispositivo, e dois meses após a última vez que ele foi usado os dados são apagados da conta do Google.

Android poderá ser atualizado mesmo se o celular não tiver mais espaço 

O Google possui uma nova ferramenta de atualização do Android que deve facilitar a vida dos usuários que estão com pouco espaço livre no celular. A novidade, que deve chegar com o Android O, deve ajudar a realizar a atualização sem precisar apagar aplicativos ou limpar as fotos do aparelho.

Como funciona hoje: quando uma atualização é liberada para o seu celular, você precisa fazer o download de um arquivo de, normalmente, 1 GB. Esse bloco é baixado para a partição de armazenamento do usuário, para que o update seja instalado na partição do sistema. Se você não tem espaço, vai precisar dar um jeito de liberá-lo, o que normalmente é um processo triste e que exige sacrifícios.

Com o novo sistema, porém, o Google deve driblar essas restrições, mas não é nenhuma mágica.  Android 7.0, a empresa introduziu um novo sistema de duas partições do sistema, que reduziria o transtorno que é esperar vários minutos (dependendo, poderia chegar a uma hora) para concluir a atualização. A ideia era que enquanto você usa o seu celular na partição A, a instalação é feita na partição B. Ao final, o sistema coloca o usuário para usar a partição B como se nada tivesse acontecido.

Quando você está sem espaço, apenas a partição de usuário está cheia. Esse sistema A/B ainda tem espaço para atualizações. Como explica o site Ars Technica, o site source.android.com, que traz a documentação relativa ao código-fonte do sistema, aponta que, com o Android 8.0, o sistema poderá baixar os updates diretamente para a partição de sistema inativa, deixando-a em um estado pronto para o boot. Assim, não é mais necessário ter 1 GB de espaço livre na partição do usuário, e você não precisará mais limpar suas fotos e apps.

Segundo os documentos do Google, esse recurso também pode ser integrado ao Google Play Services, o que permitiria que a função fosse disponibilizada para aparelhos que não tenham o Android 8.0, atingindo também modelos com as versões 7.0 e 7.1.

Isso dito, o recurso deve permanecer opcional, e as fabricantes poderão escolher se oferecerão o sistema de partições A/B para seus usuários. Atualmente, são poucas as empresas que oferecem essa funcionalidade, então é possível que esta novidade útil continue restrita aos usuários do Google Pixel.

 YouTube vai explicar melhor quanto dinheiro seus usuários ganham com vídeos

O YouTube vai implementar um conjunto de ícones de comunicação para informar aos criadores de conteúdo de forma mais eficaz como anda a arrecadação de dinheiro em cada um de seus vídeos.

O primeiro ícone, um cifrão verde, indica que o vídeo em questão está apto a fazer dinheiro com ajuda da maioria dos anunciantes da plataforma e dentro do YouTube Red, o serviço pago da empresa.

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Já o segundo, um cifrão amarelo, significa que o vídeo só poderá arrecadar dentro do YouTube Red, mas pode ter pouca ou nenhuma publicidade devido a possíveis violações às regras do serviço.

Porque também pode significar um corte total de anúncios, o cifrão amarelo pode se confundir com o terceiro ícone, de um cifrão riscado, porque este último indica que o vídeo não está recebendo nada de dinheiro — também devido a possíveis violações.

Seja qual for a situação, o usuário sempre terá a chance de apelar para revertê-la. Isso pode ser feito diretamente pelo gerenciador de vídeos, e o criador de conteúdo terá como acompanhar o status da apelação por meio de um texto em azul que será colocado abaixo do ícone de monetização.

Em nota, o YouTube ressaltou que as novidade não implicarão em mudanças na quantidade de dinheiro a ser arrecadado. A intenção é somente deixar o sistema de recompensas mais claro e acelerar o processo de reclamações. Os usuários começarão a ver as mudanças dentro das próximas semanas.   




WhatsApp começa a testar publicação de posts de Status coloridos
Você já deve ter visto os posts com fundo colorido no Facebook, que, em geral, funcionam em publicações de texto curtinhas, de até 130 caracteres. Em breve, o WhatsApp deverá receber algo similar para seus posts, mas na ferramenta do status (o Stories do WhatsApp), como uma forma de personalizar suas publicações.
A novidade, segu WhatsApp começa a testar publicação de posts de Status coloridos o site Android Police, está aparecendo para alguns usuários da versão beta, o que indica que o recurso ainda está em fase experimental. O site relata que quem está usando a versão 2.17.291 do WhatsApp já começou a ver a opção de publicações coloridas de status.
Não são todos os usuários do beta que estão vendo a nova função. Para quem já tem acesso, o botão de publicação de status do WhatsApp muda, e agora apresenta duas opções: a de publicar uma imagem, representada por um ícone de câmera, e a outra de enviar texto, com o ícone de um lápis.
https://t.dynad.net/pc/?dc=5550003218;ord=1502285761120
Ao selecionar a opção do lápis, o usuário é levado a uma página em que é possível digitar alguma mensagem, incluindo emojis e tudo mais, e alterar as cores de fundo e da fonte.

Embora ainda esteja limitado a um grupo entre os membros testadores, não há motivos para duvidar que o recurso demore muito a chegar à base completa de usuários. Assim, não seria surpresa se as próximas atualizações estáveis do WhatsApp receberem essa possibilidade.